salomonmullersart:

Tinta acrílica, nankin, lápis 6B sobre cansom. 21x30cm.
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Lépis 6B, tinta acrílica, aquarela e nankin sobre canson. 30x21cm.
[Salomon Müller]
[Salomon Müller]
[Salomon Müller]
 
[Florian Nicolle]
 
Caro,
 Quando a tristeza lhe aperta o peito, tu recebes-me de corpo e alma. Invado-lhe os olhos. Fortaleço o teu gracioso brilho. Sim, concordo que à tua visão prejudico sem pedir licença, mas num momento como este, não há nada visível a seus olhos que não reforce o motivo de minha presença. Portanto, deverias agradecer-me por vir, e não arrancar-me do rosto com tanta fúria e desespero.
 Mas apesar de tudo, eu entendo. Perdoo-te pela injustiça, pois sei que para eu ter que vir consolar-te, o motivo do choro deve ser forte demais para que tu prestes atenção no que fazes. Só espero que ao cair no chão, eu possa levar comigo tuas angústias. E espero que esqueças que estive presente, para que teus olhos voltem a brilhar através de um sorriso, e não de uma simples lágrima como eu.
 De tua esquecida lágrima.


[Salomon Müller]
Fogos A dificuldade me puxa a mão Impede, a uma ideia, a transmissão Como uma força gravitacional Que impede a ave ao voo cordial Misto de medo envolto em repressão O eco de um grito em meio a escuridão E a pele sente o calor infernal Quanto o suplico, em vão, sai gutural. Palavras soltas, intensas, vazias, Perdem o sentido ao serem escritas Pedem pra ser vistas, mas fogem aos olhos E tu, ideia, que nelas jazias, Liberto agora pra que não repitas O erro de vir-me a mente como fogos. [Salomon Müller] (Source: salomonmullersart)

Fogos

A dificuldade me puxa a mão

Impede, a uma ideia, a transmissão
Como uma força gravitacional
Que impede a ave ao voo cordial

Misto de medo envolto em repressão
O eco de um grito em meio a escuridão
E a pele sente o calor infernal
Quanto o suplico, em vão, sai gutural.

Palavras soltas, intensas, vazias,
Perdem o sentido ao serem escritas
Pedem pra ser vistas, mas fogem aos olhos

E tu, ideia, que nelas jazias,
Liberto agora pra que não repitas
O erro de vir-me a mente como fogos.

[Salomon Müller]

(Source: salomonmullersart)

[Adara]

Delírio 
Nua, mas para o amor não cabe o pejoNa minha a sua boca eu comprimia.E, em frêmitos carnais, ela dizia:– Mais abaixo, meu bem, quero o teu beijo!Na inconsciência bruta do meu desejoFremente, a minha boca obedecia,E os seus seios, tão rígidos mordia,Fazendo-a arrepiar em doce arpejo.Em suspiros de gozos infinitosDisse-me ela, ainda quase em grito:– Mais abaixo, meu bem! – num frenesi.No seu ventre pousei a minha boca,– Mais abaixo, meu bem! – disse ela, louca,Moralistas, perdoai! Obedeci…
[Olavo Bilac]